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A catarse do amedrontamento.

Há dois espelhos em minha alma
um mira de fora pra dentro,
o outro me expõe silente pra fora
seguem-se as horas sufocantes
e assim quase me arrebento!

E é justo neste momento
que não há viva alma
que de mim se saiba,
e me deixa desfalecer vazio
ainda que em mim caiba

sem audição, sem paladar
conduzindo solitário a máquina
sigo eu pelas estradas repletas de gente
mas cheias de ninguém, que me socorra
ou ainda que em mim caibam.

Mas, num instante me recupero
entre sonhos e abandonos
músicas, rádios e revistas
viver é o que mais quero
pois já vale a vida, apenas por sê-la.
Taciano Minervino
Enviado por Taciano Minervino em 20/11/2017
Alterado em 11/01/2018


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